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"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cid Moreira: ‘Você começa a ler a Bíblia e as coisas vão acontecendo’


“Estou na minha fase derradeira e gloriosa”, diz Cid Moreira
(foto: Alexandre Campbell - 21.ago.1998/Folhapress)
(foto: Alexandre Campbell – 21.ago.1998/Folhapress)
Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo (via Pavablog)
Cid Moreira, que apresentou o “Jornal Nacional” durante 27 anos, entre 1969 e 1996, diz que segue em sua “fase bíblica”. Ele falou com a Folha na noite de entrega do Prêmio Comunique-se, na terça-feira.
*
Folha – O que o senhor tem feito ultimamente? Tem trabalhado em projeto pessoal?
Cid Moreira - Olha, a minha vida é de fases. Tive fase do rádio, fase de cinema, fase de TV, e agora estou na fase bíblica. Estou divulgando a Bíblia. Tenho conseguido resultados maravilhosos. Por exemplo, a Bíblia que eu gravei, com trilha de cinema, efeitos, personagens, vamos dizer assim, o cego vê as imagens. A intenção é que as pessoas vejam. Essa Bíblia foi incluída num aplicativo que tem acesso de mais de cem milhões de pessoas no mundo.
Em várias línguas?
Não. Em português é a minha gravação. E é gratuito [o aplicativo], claro.
O senhor é muito religioso?
Não era, mas agora eu sou.
O que mudou?
Milagre da Bíblia. Você começa a ler a Bíblia, trabalhar com a Bíblia, e as coisas vão acontecendo.
Quando começou a ler?
No início da década de 1990, quando gravei salmos. A Globo me ajudou muito. Gravei vários clipes, trechos da Bíblia, enfim Começou a fase que vai ser a minha fase derradeira e gloriosa. Estou completando no final do mês 70 anos de carreira.
O que mais gostou de fazer?
O que estou fazendo agora.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Em quem vou votar pra presidente?



Nunca na história desse país se viveu um momento tão crítico diante de uma nação dominada pelo engano de “um prato de comida na mesa”

Depois de tudo que assisti ontem (23.09.14) e da declaração da PresidentE Dilma Russef nas nações Unidas, ainda estou pasmo, acordei pasmo, vou passar o dia pasmo porque de alguma forma, o desabafo do israelita quanto ao nanismo diplomático do Brasil se mostra agora, um ato “profético” que se concretiza oficialmente nas palavras da PresidentE diante do plenário das Nações Unidas.
Aconselhar o diálogo com o grupo do “estado islâmico” é uma atitude tão esdrúxula e tão ignorante que não leva em consideração que de tudo já se foi tentado e que esse grupo não pretende dialogar com ninguém, que seu diálogo é degolar pessoas, crucificar cristãos em praças públicas, enterrar mulheres vivas ou faze-las de escravas sexuais para seus “soldados”. Que seu diálogo é um genocídio premeditado e que sua luta, não tem sequer uma fundamentação racional senão dominar o mundo com este tipo de desgoverno totalitário, teocrático e déspota.
    Com essa atitude, Dilma Russef entra definitivamente para o time de Hugo Chaves e de Mahmoud Ahamadinejad, desce a estatura da peronista Cristina Kirchner e envergonha a nação brasileira com sua atitude murista de ocasião. Ela destoou até do ditador Sírio Bashar al-Assad, que claro, com seus interesses apoiou as ações de combate, mas destoou também de Ban Ki-moon secretário geral da ONU, que apoiou a ação e apenas pediu que fossem minimizadas as baixas civis.
    Vergonha, Vergonha, Vergonha de minha representante, vou dizer a todos através de todos os meios, vou pedir desculpas e dizer aos cristãos de todo mundo que essa não é a posição do Brasil e que com muita esperança esse tipo de governo se encerrará no Brasil a partir de 5 de Outubro
Por isso venho a Público, depois dessa “gota d’água” dizer que...

1.     Lamento quem o Brasil tenha chegado a esta situação, em que muitos estão votando, pelo menos uma classe mais esclarecida, não necessariamente em um candidato, mas em tirar o PT do poder.
2.     A decepção das tradicionais “esquerdas” do tempo ditatorial é muito grande, quando todos estavam “unidos” em torno de um projeto: acabar com a ditadura, mas que depois, ao que parece, “cada cá”, como dizia minha vovó, quis formar a sua própria ditaturazinha. A esponja ideológica que foi o MDB e depois o PMDB se tornou a grande prostituta, compõe com todos de acordo com seus interesses. E esse é um dos “canceres” da nação, aliado ao desvio ou o que me parece mais lógico, revelação das intenções do PT e seus “paladinos da justiça”.
3.     A Social Democracia, que parecia ser na origem, uma boa opção de centro esquerda em busca do equilíbrio, nunca saiu de cima do muro e se perde, como bem disse Luciano Pires, não sabe se comunicar com o povo, não tem a “manha” de um Lula e seus marqueteiros. Me impressiona a incompetência deles nessa área. E por fim, se couber julgamentos, escolhe um candidato dado às “noitadas” para não dizer outra coisa, para comandar uma nação. Mas até aí, fazer o quê? O iluminado graças a Deus EX presidente Lula é um adepto da cana destilada de marca maior, houve um governador em PE que se dizia que depois das 16h não atendia mais por conta do seu “sagrado” Whisky... isso não pode ser mais parâmetro!!
4.     Os demais candidatos não são dignos nem de uma análise, meu tempo é valioso demais para isso... meu Deus escutar aquela Gaúcha no debate me lembrou que a revolução farroupilha deveria ter sido bem sucedida...
5.    Surge Marina Silva e aqui me defronto com a “exclusividade dos inclusivos” os “libertários” e “democratas” que proclamam a liberdade mas execram quem se coloca em seu caminho, que não admitem “largar o osso” e que entram em uma disputa suja, mentirosa contra essa senhora, lançando calunias que me lembram o que Collor e sua equipe fizeram com Lula naquela primeira eleição, a arma é a mesma.
Nunca fiz e não faço campanha política, sou um Bispo da Igreja, pastor por vocação e profeta por ofício. Represento a fé que mais positivamente influenciou a humanidade desde que se tem conhecimento, o credo que lutou contra a escravidão, libertou nações, criou instrumentos dentro de seus monastérios que influenciaram revolução industrial, fez da Bíblia o livro que moldou a alma da civilização ocidental pelos seus princípios em prol da dignidade humana, enquanto no oriente muitos monges estavam meditando para esvaziar as suas mentes os monges cristãos estavam enchendo suas mentes de ideias que libertassem o povo. Esse é o meu credo, essa é a minha fé. Nunca usei minha posição de pessoa pública para ser cabo eleitoral de ninguém, não defendo qualquer candidato publicamente, no entanto, como líder cristão que sou, me coloco em denúncia de tudo que entendo ser corrupto, injusto e ameaçador da liberdade entre outras coisas. Tenho falado publicamente do atual governo, como falei de tantos outros (vide meu blog), porque entendo que eles traíram a confiança da nação e estão levando o Brasil para um Caos, mas, como disse não sou Cabo eleitoral, sequer revelo meu voto. Nesse sentido, sou profeta, teologicamente e historicamente, os profetas estavam ao lado do Rei nas decisões sábias e contra eles nas decisões sem sabedoria e que implicariam em prejuízo para a nação.
Não sou cabo eleitoral de Marina Silva, mas pelas circunstancias de minha atividade, tive a oportunidade, no início desse ano, de recebe-la em meu gabinete, conversar sobre vários assuntos e em seguida a entrevistei em uma conferência de líderes diante de mais de 500 pessoas durante 40 minutos. O tema não era política e sim, liderança diante das adversidades da vida. Li a Biografia de Marina e de fato me impressionou a sua história de vida.
O que posso dizer é que a campanha petista consegue fazer dela uma pessoa diferente do que ela é, a campanha petista é mentirosa isso posso garantir, é sanguinolenta pois se veem, pela primeira vez ameaçados de perder o poder. Antes de subir nas pesquisas Marina era tratada pelo PT como a boa moça que se desviou...
Alguém, recentemente colocou uma frase que me motivou a sair em defesa dessa senhora chamada Marina Silva. A frase mostra a percepção pessoal de alguém que respeito, mas que, democraticamente posso comentar pelo menos, sabendo que também sou respeitado.
A frase que menciono é essa:
Marina é uma carola, fundamentalista, preconceituosa, sem bancada e apoio parlamentar sem experiência e dominada por evangélicos como Malafaia. Um retrocesso para as conquistas que o Brasil alcançou.            
O que tenho a dizer sobre essa frase de alguém que já decidiu pelo voto nulo? Me permita:
Marina é uma carola, fundamentalista _ O fundamentalismo cristão é uma expressão que hoje se usa de forma deturpada. No início do século 20, com a chegada da teologia liberal, da alta crítica cristã e os escritos de Charles Darwin foi publicado um livro de muitos autores chamado “Os Fundamentos” que tratava de colocar claramente os fundamentos da fé cristã. Mas hoje se tem como fundamentalismo uma generalização sinônimo de intolerância e pelo que percebi em Marina Silva, nunca a enquadraria nesse rótulo pejorativo.
Essa expressão, me permita, está revelando sim preconceito. Por que carola? porque ela usa um pitó? um lenço, um vestuário diferente? Por que ela confessa uma fé? O Dalai Lama viaja o mundo com suas roupas exóticas para nossos costumes, fala de paz e justiça, tem seus fundamentos firmes na sua fé budista e se você perguntar a ele sobre a sua fé, o que ninguém faz, provavelmente se defrontará com alguém que não abre mão de seus fundamentos. Nesse sentido eu sou também carola e sei que não sou nem um pouco, porque carola é uma expressão preconceituosa para caracterizar aquelas senhoras católicas romanas, beatas, assíduas à igrejas e intolerantes fechadas em suas rezas e liturgias. Nesse sentido, posso dizer que Marina Silva não é nem carola, nem fundamentalista. Mas que como eu e como cristãos verdadeiros e mesmo como Dalai lama, não abre mão de seus fundamentos.
PreconceituosaPreconceito é algo que caminha numa linha tênue entre preconceito e ter um conceito. Seter um conceito é ser preconceituoso(a) Qualquer um é preconceituoso por não concordar com algo que o outro concorda. O preconceito, é uma ideia preconcebida de algo que não se conhece. É ai que entra o pré... o antes de saber. Por que Marina é preconceituosa? Porque ela tem um conceito formado por suas convicções, que se baseiam em um credo? Ela seria preconceituosa se não admitisse os direitos de quem quer que seja e isso, até onde sei, não aconteceu, pelo menos até onde eu saiba. Eu tenho dito que como cristão, eu tenho um conceito de mundo e, claro, procuro viver de acordo com ele e isso me leva a tomar posições bem definidas em relação aos aspectos sociais e morais da vida. O que faço baseia-se em meu conceito de mundo, respeitando quem pensa diferente, mas garantindo o meu direito de ter um conceito sem ser chamado de preconceituoso. Quem me chama de preconceituoso por isso, ai sim, manifesta preconceito. Não vi em Marina elementos que possam me levar a chama-la de preconceituosa. Como disse, pelo menos até aqui.
sem bancada e apoio parlamentar _ Sem bancada e apoio parlamentar por que? Porque as bancadas estão todas comprometidas com seus projetos de poder, se for por ter bancada, teríamos que votar mesmo em Dilma, e em seu congresso prostituto que levou o Brasil a ter 40 ministérios, quase um para cada partido da chamada base aliada do congresso. Acho que Marina Silva, em sendo eleita, em mantendo suas posições, encontrará sim dificuldades pois enfrentará o PT na oposição, que é outro partido, que voltará às origens do ser contra por ser contra, que não assinou a constituição e que foi contra o plano real por exemplo etc.
sem experiência_ é algo relativo, sua experiência como ministra e parlamentar não são consideradas. não há um curso para presidente, mas há uma história que dá lastro à vida de quem pleiteia e isso em  Marina Silva ninguém pode negar.

O respeitado cineasta Fernando Meireles no prefácio de sua biografia colocou-a como alguém voltada para o amanhã, alguém que enxerga a possibilidade de um outro futuro para o Brasil, mas principalmente para o mundo...


Culto vira comício e igreja faz até “pesquisa eleitoral”


samuel


Publicado no Terra

Já passa das 17h45, e o Culto da Família começa em mais um domingo na Assembleia de Deus do Brás – Ministério Madureira (ADBrás), na zona leste de São Paulo. Do lado de fora, muita gente ainda chegando: homens, mulheres, idosos, crianças. Depois de subir as escadas, já dentro do templo, uma funcionária faz um sinal com a mão e diz: “Posso fazer uma pesquisa com você? Em quem você vai votar?”, pergunta, exibindo um formulário onde o fiel pode indicar suas escolhas para senador, deputado federal e deputado estadual. “É só para a gente saber como está o desempenho do pastor aqui da casa”, explica a mulher à reportagem.

O candidato a quem ela se refere é o pastor Cezinha (Cezar Freire), que concorre a uma vaga de deputado estadual pelo DEM. Dentro da igreja, os cerca de 5 mil assentos vão ficando ocupados. Nas cadeiras vazias, junto aos envelopes de “dízimo” e “oferta”, os fiéis encontram uma espécie de cartão-postal do presidente da ADBrás, pastor Samuel Ferreira, sorridente ao lado de sua mulher, pastora Keila Ferreira. No verso, uma mensagem sobre “um momento muito importante, as eleições”: “O Cezar hoje é projeto de Deus e de nossa comunidade e precisamos dele na Assembleia Legislativa de São Paulo”, diz o texto, que continua com uma mensagem de “vote”, seguida do nome e do número do candidato.

Além de Cezinha, o santinho pede votos para o deputado federal Jorge Tadeu, também do DEM, que concorre à reeleição. “Apresento-lhe também nosso irmão Jorge Tadeu, para deputado federal. Com ele em Brasília teremos a certeza da defesa e luta pelos nossos ideais”. E então o fiel é informado sobre o número do candidato na urna, não sem antes receber uma nova mensagem do pastor Ferreira: “Peço a você que nos ajude agora com seu voto e sua influência junto aos seus familiares, amigos e conhecidos para conseguirmos mais votos” (veja reprodução do cartão no final da matéria).

A legislação eleitoral proíbe “a veiculação de propaganda de qualquer natureza” em “bens de uso comum” (estádios de futebol, bares, restaurantes, cinemas e igrejas, por exemplo), e o desrespeito à lei pode gerar multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Para especialistas em direito eleitoral, o material assinado pelo pastor Ferreira configura propaganda irregular.

“O pastor não pode colocar a igreja a serviço da campanha eleitoral de ninguém. Quem está sujeito à multa, neste caso, é o pastor. Se ficar comprovado que os candidatos tinham conhecimento, todos devem pagar”, diz o advogado Arthur Rollo. “Além disso, vão para o inferno”, brinca.

Quanto à pesquisa de intenção de voto, o advogado Guilherme Gonçalves afirma que, como se trata de um “levantamento informal”, não há problema do ponto de vista legal. Já o advogado Arthur Rollo sustenta que a enquete é “uma forma de tutelar o voto do fiel”. “Não é o tipo de conduta saudável à democracia. É como se fizesse lavagem cerebral e quisesse ver se a lavagem cerebral está surtindo efeito”, afirma.

Comício velado
Por volta das 19h, o pastor Samuel Ferreira, que conduz o Culto da Família, diz aos fiéis que quer apresentar “um cara muito simpático, de uma família tradicional, filho de um desembargador do Tribunal de Justiça, que ajuda a igreja em momentos de dificuldade”, e então convida Guilherme Sartori para se juntar a ele. O jovem se levanta de uma cadeira no próprio palco, onde estava sentado com a noiva e a mãe, e ouve com atenção tudo de bom que o pastor tem a dizer a respeito dele e de sua família.

Feito o discurso, o pastor pede para que os presentes agradeçam e orem pela família do desembargador e convida os fiéis a repetirem “Família Sartori”. Depois, conclama o rebanho a gritar em uníssono: “Guilherme Sartori”. Obedientes, os fiéis repetem o nome de Guilherme várias vezes, com os braços erguidos.

“Quem é esse rapaz?”, pergunta a reportagem para uma fiel que repetia o nome de Sartori. “Não sei direito. Filho de juiz, né?” Em um acesso rápido ao Google, a explicação: Guilherme Sartori é candidato a deputado federal pelo PTB.

Em nenhum momento o pastor Ferreira ou o próprio Sartori contaram aos fiéis que quem estava ali era um candidato. Depois de ser apresentado pelo pastor, Sartori afirma, em discurso, que se coloca à disposição da igreja e dos fiéis porque “quando a gente está na Justiça a gente ajuda a família brasileira”


Dias depois, em entrevista por telefone, Sartori disse que ver os fiéis repetindo seu nome não lhe causa constrangimento algum. “Constrangimento por quê? Ele (pastor) é meu amigo, fui apresentado como amigo. Sou uma pessoa boa, que quer ajudar as pessoas, ajudar o País. Não tem constrangimento nenhum”, declara. “Não pedi voto, não fiz panfletagem. Isso é antiético, não se pode fazer isso (na igreja)”, continua, para então admitir o objetivo eleitoreiro da visita. “Como eu sou jovem, tenho que ir (ao culto) para fazer o meu nome ser conhecido. A gente é muito ético. Fica difícil concorrer com esses candidatos que têm muito dinheiro”, encerra Sartori.

Para o advogado Guilherme Gonçalves, o episódio em que o pastor convida os fiéis a repetirem o nome do candidato em uma espécie de mensagem subliminar pode ser interpretado como propaganda eleitoral irregular. “É uma estratégia para fixar o nome do candidato, é uma forma de propaganda”, diz o advogado. Já Arthur Rollo entende que “não é vedado, mas antiético”. “É um fato atípico, porque não tem material. Mas é claro que fazem isso com o objetivo de conseguir votos. Então não configura ilícito do ponto de vista eleitoral, mas, do ponto de vista ético, é absolutamente condenável. E do ponto de vista religioso também”, conclui.

Bancada evangélica
O voto evangélico é cobiçado. De acordo com o último Censo, divulgado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 42,3 milhões de brasileiros se dizem evangélicos, o que representa 22,2% da população. O percentual de adeptos às religiões evangélicas foi, por sinal, o que mais cresceu: de 15,4% em 2000, para 22,2% em 2010. Em contrapartida, o percentual de católicos caiu de 73,6% para 64,6%.

Ao mesmo tempo em que cresce o número de evangélicos, cresce também o número de representantes dessa parcela do eleitorado no Congresso Nacional. No pleito de 2010, a bancada evangélica passou de 47 para 74 parlamentares (71 deputados e 3 senadores), segundo dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Para a próxima legislatura, a Frente Parlamentar Evangélica da Câmara espera chegar a, no mínimo, 90 deputados, de acordo com estimativa do deputado João Campos (PSDB-GO), vice-presidente da Frente. Campos, que concorre à reeleição, é pastor da Assembleia de Deus – Ministério Vila Nova, de Goiânia, e autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay”. Também são fiéis da Assembleia de Deus o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e os presidenciáveis pastor Everaldo (PSC) e Marina Silva (PSB), além do pastor Silas Malafaia.

Para o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o fundamentalismo da bancada evangélica é algo que cresce na medida em que crescem as divergências culturais na sociedade. “Quanto mais essa população se sente à margem do debate político e cultural, maior é a tendência da bancada em se fechar em questões fundamentalistas, o que dificulta o diálogo”, afirma.

Outro lado
Procurados, a Assembleia de Deus e o candidato pastor Cezinha não respoderam à reportagem. Já a assessoria de Jorge Tadeu informou que o deputado “desconhece qualquer prática de propaganda eleitoral irregular em sua campanha”, mas que “tomará as providências cabíveis” caso encontre alguma irregularidade.
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Porque todo evangélico deve conhecer a mitologia africana

Igreja do Paissandu, no centro de SP.

Talita Ribeiro, especial para o Pavablog

Nasci em um lar evangélico, meu nome, Talita, é bíblico, me batizei aos 13 anos, porém, tive idas e vindas na religião, ainda que Deus tenha sido sempre presente na minha vida, o que me faz muito grata. Não é de se estranhar, então, que eu tenha entrado em uma igreja católica pela primeira vez aos 8 anos, após insistir muito com a minha mãe. Não era nenhuma data especial, eu havia acabado de sair do meu pediatra e estava a caminho do ponto do ônibus para voltar para casa.

Aquela construção, no meio do Largo do Paissandu, em São Paulo, chamava a minha atenção há algum tempo, porém, me dava medo quase na mesma medida que despertava curiosidade, isso porque estava cheia de “santos”, que, para muitas pessoas com as quais eu convivia, eram representações de demônios.

Ao pisar dentro da igreja sozinha, demorei para conseguir olhar as paredes com aquelas imagens, mas, passo a passo, fui a desvendando, até chegar ao púlpito. Lembro que não voltei correndo para a praça, mas foi quase isso, pois estava receosa que algo ruim acontecesse, afinal, aquele era um lugar proibido até então.

Mais de 10 anos depois, fui ao Santuário de Fátima, em Portugal, para fazer uma matéria sobre um dos principais destinos religiosos do mundo. Católico, dedicado e inspirado em uma santa.

No ônibus, senhoras já rezavam com seus terços em mãos, carregavam fotos de conhecidos, velas, entre outras lembranças de milagres, realizados ou pedidos para Fátima. Se aos 8 anos eu não tivesse entrado na igreja do Paissandu e saído “ilesa”, talvez não conseguisse me emocionar tanto com a fé de quem crê no que eu não creio, mas respeito.

No Santuário, ao observar devotos de joelhos, percorrendo uma imensidão branca até a basílica, meus olhos ficaram cheios de lágrimas. É tocante ver como os outros se relacionam com o sagrado e se entregam àquilo que acreditam. Escrevi a reportagem com base no que vi, mas também naquilo que ouvi, de mente e coração abertos, de quem foi curada de um câncer com a ajuda de sua fé, que é tão bonita e válida quanto a minha.

Através de um livro, especificamente o primeiro da trilogia Deuses de Dois Mundos, de PJ Pereira, fui apresentada à mitologia africana e, não se assustem, à história dos orixás, que servem como base para religiões como o candomblé e a umbanda.

O Livro do Silêncio mistura o misticismo africano com uma ficção atual, sobre um jornalista que, sem querer, entra em contato com esse mundo mágico e vai, aos poucos, descobrindo os orixás. Alguns, confesso, já me eram familiares, por serem repreendidos em cultos, principalmente neopentecostais, como Exu e Xangô. Outros eu conhecia das músicas de Maria Bethânia e cantores da MPB, como Oxum e Iansã. Porém, nunca havia parado para ler sobre eles, talvez pelo mesmo medo infantil que eu tinha dos santos.

Após devorar o livro, fiquei pensando no quanto nos distanciamos dos outros e da nossa própria cultura, como brasileiros e filhos-netos-bisnetos de africanos, por puro preconceito. O quanto é absurdo ainda demonizar a mitologia africana, mas utilizar a mitologia greco-romana em nossas pregações, em nosso dia a dia.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

‘Não me sinto segura para voltar à escola. Colegas dizem que mereci agressão’







Casos de meninas agredidas por serem “bonitas demais” se espalham. Aluna de Sorocaba teme mais violênciapor Marina Cohen
originalmente publicado em O Globo

RIO - “Quero ver quem vai te querer, quero ver você ser bonita agora”. Com essas palavras, uma menina de 16 anos deu início a uma série de agressões físicas a Júlia Apocalipse, de 13 anos, dentro da Escola Estadual Hélio Del Cístia, em Sorocaba (SP), na semana passada. Assim como ela, outras duas adolescentes foram recentemente atacadas nos arredores de escolas, em São Paulo e Santa Catarina, em atos que, segundo testemunhas, foram motivados pela “inveja” da beleza das vítimas. Em comum ainda aos casos, a exposição nas redes sociais — “palco” de discussões prévias entre as envolvidas e da publicação de vídeos dos espancamentos —, no que especialistas classificam como um novo tipo de espetacularização da humilhação.

Júlia perdeu dois dentes e ficou com hematomas no rosto depois do episódio, no último dia 9. O inchaço na boca ainda a incomoda, e ela tem dificuldade para comer. Por conta do trauma, não quer voltar para a escola. Aluna do sétimo ano, corre o risco de ser reprovada por faltas.

— Não me sinto segura para voltar. Tenho recebido nas redes sociais mensagens de colegas que acham que eu mereci a agressão. Sei que nada mudou lá dentro e que, se alguém se aproximar de novo, não vou ter socorro — afirma.

Ela conta que, dias antes do embate, recebeu uma ameaça no celular pelo aplicativo WhatsApp. A agressora, que só a conhecia por redes sociais, avisara que a atacaria na saída da escola.

— Ela já chegou falando que eu era muito metida e que não gostava de mim. Pediu para eu ajoelhar e pedir desculpas. Eu me recusei. Foi aí que veio o primeiro soco — lembra Júlia, que correu para a escola, onde a agressão continuou. — Apanhei mais na escola do que na rua. Lá dentro, nenhum inspetor interferiu. Só recebi ajuda quando já estava desmaiada.

A menina atribui à “inveja” dos selfies que posta no Facebook a ira da agressora:

— Tirar fotos era meu passatempo, mas agora tenho vergonha do meu rosto e medo de despertar raiva nas pessoas.

A garota que a espancou alega que defendia uma amiga chamada de “macaca” pela adolescente. Júlia nega.

Num caso parecido em Florianópolis, além de dar socos e chutes em uma estudante de 13 anos, duas jovens cortaram o cabelo dela em frente à Escola Estadual Padre Anchieta, no bairro de Agronômica, no fim do mês passado. O vídeo da agressão circulou pelas redes sociais. Enquanto uma adolescente segurava o cabelo da vítima, outra fazia os cortes. É possível ouvir as agressoras xingando a vítima de “vagabunda”. O pai da menina, Alcerir Weirich, pediu que o nome da filha não fosse publicado. Ele diz que o ataque foi por ciúmes:

— Dizem que o namorado da menina que bateu nela arrasta asa para a minha filha. Foi uma vingança mesmo. Ela tem um cabelo lindo, e elas queriam deixá-la feia e colocar na internet para todo mundo ver.

As agressoras não estudam na mesma escola da vítima e a emboscaram no portão de saída. Com hematomas no rosto, ela só voltou a estudar 20 dias depois.

— Preciso levá-la e buscá-la todos os dias. Ela ficou traumatizada — lamenta o pai, que aguarda uma audiência marcada para novembro para que o caso seja resolvido judicialmente.


Já a agressão a Ágatha Luana Roque, em abril, deixou sequelas neurológicas. A menina de 16 anos sofreu traumatismo craniano e, segundo sua mãe, “pisca sem parar, por conta da pancada forte”. Ela também teve os cabelos cortados. O espancamento, a cargo de duas outras garotas, ocorreu dentro da sala de aula na Escola Estadual Castelo Branco, no bairro Vila Cláudia, em Limeira (SP). Depois de quase um mês em casa para se recuperar das lesões, ela voltou às aulas, desta vez em outra escola, onde ainda sofre com o bullying dos colegas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bianca Toledo, seu novo casamento e o divórcio a luz da Bíblia



Mais de um milhão de pessoas curtiram a fanpage de Bianca Toledo, hoje autora de dois livros que relatam os milagres que viveu após coma e falência múltipla de órgãos, além dos que ela chama de “Milagres Invisíveis”, que inclusive é o título do seu segundo livro.

Mas a fama de Bianca Toledo tem despertado também curiosidade, já que em seu primeiro livro um personagem que deveria ser um dos principais, parece meio apagado, seu ex-marido, Renato Pimentel, que ainda era esposo na época dos problemas de saúde da escritora.

Movidos pela curiosidade, centenas de pessoas que acompanham a história de Bianca começaram a procurar mais informações sobre Renato Pimentel e a tentar entender o motivo de ele não fazer parte do livro com veemência, além do questionamento que surgiu depois da leitura do segundo livro, no qual Bianca fala sobre o divórcio: como um homem abandona uma mulher de Deus num estado de saúde tão delicado?

Os curiosos encontraram Renato Pimental no facebook e descobriram que ele estava ressentido por ter sido apagado de fatos tão importantes na história do milagre e por ter sido apontado como o culpado da tragédia do divórcio.

Em sua página no facebook, Pimentel costuma postar lamentações sobre o que ele chama de mentiras da sua ex-esposa e pede retratação pública, alegando que não abandonou Bianca. Alguns acusam Pimentel de viver em função de acusador de Bianca.

Muitos internautas comentam, julgam e até discutem a relação do ex-casal, já que Toledo casou com o pastor Felipe Heiderich há poucos meses e muitas outras mulheres estão vendo a história de Bianca como um modelo a ser seguido quando seus casamentos estiverem naufragando. Apesar de Bianca ter postado em sua página que é contra o divórcio, ela se divorciou, então muitos acreditam que o poder de Deus pode ser limitado quando a questão é casamento, porque Deus ressuscitou Bianca Toledo, mas não poderia ressuscitar seu casamento, portanto, ela teve que desistir.

Outro fato intrigante é que o pastor Felipe, atual esposo de Bianca, conta seu testemunho de oração e espera em Deus por uma esposa. Então todos questionam: o pastor orava e Deus preparava para ele uma mulher que estava casada enquanto ele orava?

Bianca afirma ter sido infeliz durante o tempo que passou casada, disse, em uma carta enviada a alguns membros de sua página, que Pimentel é perigoso e sociopata, mas em seu testemunho relata que queria ter um filho e lutou por isso durante todo o casamento. Como alguém está infeliz, separando e voltando com um marido perigoso e quer a todo custo ter um filho com ele?

Enfim, são muitos os questionamentos e a página de Renato Pimentel tem virado um cenário de discussões. Na página de Bianca os questionamentos não permanecem, são excluídos imediatamente. Na pagina de Bianca, é possivel ver pessoas inconformadas com o recasamento, e também muitas que acreditam que casar de novo para ser feliz não tem problema à luz da Bíblia.
Apesar de ser esta uma questão pessoal, ela é relevante para nós, justamente por tratar de algo tão importante como o divorcio. É licito, à luz da Biblia, divorciar-se por qualquer motivo? Nos dias de Jesus, alguns homens fizeram a mesma pergunta. A resposta do mestre foi enfatica:

"Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora" Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".
Mateus 19:3-9, NVI

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